Cada número do plano diz de onde veio.
A régua existe. O pedaço dela que ninguém rubrica também.
O PECEGE publica a composição desse custo: operações 52%, insumos 25%, arrendamento 17%. Somam 94%. Os outros 6% não têm rubrica na publicação. O AgroPlan deixa esse pedaço vazio em vez de dividi-lo entre os três, porque fechar a barra em cem faria ela parecer completa e afirmar uma coisa que a fonte não afirmou.
É esse o tratamento que ele dá a qualquer número, inclusive aos seus.
Fonte: PECEGE Consultoria e Projetos / Esalq-USP, Expedição Custos Cana (safra 2025/26 medida, 2026/27 projetada). Custo operacional medido no Centro-Sul: R$ 175,50 por tonelada em 2025/26.
Entrar no AgroPlanTrês perguntas que o plano responde sobre si mesmo.
Quando isso foi medido?
Todo indicador carrega a idade da própria medição, e o relógio de referência é o de quem serviu o dado, não o do navegador. Sem carimbo, o produto escreve que não sabe. Campo em branco seria lido como agora.
Quanto do plano foi apontado?
A cobertura é contada e dita. Mês de safra sem nenhuma operação não é mês barato, é mês não declarado, e o produto separa uma coisa da outra antes de você somar.
Esse preço veio de documento?
Preço digitado entra no plano e fica marcado como digitado. Quando a nota fiscal chega, o carimbo muda. O número não some e não é bloqueado, ele fica identificado.
Você declara o que se faz em cada tipo de área. O custo sai daí.
Nada de planilha por talhão. Você declara uma vez o que se faz num tipo de área, e o plano se espalha por todos os talhões daquele tipo, com a área e a produção de cada um. Cada linha cruza quatro coisas.
O trator passa igual na área boa e na fraca. Este custo não se mexe quando a produtividade cai.
Corte, transbordo e transporte pagam pelo que sai do talhão. Menos tonelada, menos desembolso, e mesmo assim custo por tonelada maior.
É por isso que a mesma operação, no mesmo talhão, custa mais por tonelada num corte mais velho. O produto separa os dois drivers em vez de ratear tudo por área.
Em que mês cada operação cabe.
O cálculo escolhe o mês de cada operação respeitando a janela agronômica que você declara e a ordem do ciclo, não a conveniência do caixa. Depois de distribuir, ele conta quantos meses da safra ficaram sem nenhuma operação e diz o número.
Um plano com metade do ano vazio pode estar certo, e pode estar incompleto. O produto não decide qual dos dois é: ele mostra o vazio e deixa a conclusão com quem planeja. Somar o que falta faria o total fechar e mentir.
Ilustração do controle, com meses de exemplo. O calendário real é o do seu plano.
Mexa numa premissa e veja o custo por tonelada andar.
O custo por hectare não muda quando a produtividade cai: o trator passa igual, o adubo é o mesmo. O custo por tonelada muda, porque é o mesmo dinheiro dividido por menos tonelada. Isto não é estimativa nem projeção, é a divisão.
O IAC mede queda de 16% a 18% do primeiro para o segundo corte. No produto as alavancas são diesel, produtividade, área e evento climático, e cada cenário fica guardado ao lado do plano base para os dois serem lidos juntos.
Fonte: Instituto Agronômico de Campinas, estudos de longevidade de canavial (faixa medida entre cortes).
O custo em COE, COT e CT.
São acumulativos, e é nesse formato que a CONAB e o CEPEA publicam. Conta que ninguém classificou fica de fora dos três acumulados, e o produto diz quanto é e em quantas contas. Distribuir esse resto no COE faria o total fechar e mentir.
Fonte: CONAB e CEPEA, metodologia de custo de produção (padrão vigente). Colheita e transporte respondem por cerca de 46% do custo por tonelada, em raio médio de 25 km, segundo o PECEGE: distância é a alavanca mais pesada do custo logístico.
Cinco entradas, um carimbo cada.
Cada entrada chega com a hora em que foi lida, e é essa hora que vira a idade exibida ao lado do número. Entrada sem carimbo entra assim mesmo, e aparece como idade desconhecida.
AgroPlan é novo.
Não há caso de cliente nesta página porque ainda não há um. Publicar um número de uso sem procedência seria a primeira coisa que o produto existe para evitar, e uma ferramenta que se contradiz na página de vendas não merece o plano de ninguém.
O que está aqui é o método, e a régua pública contra a qual ele compara. O resto você confere com o seu plano.
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